Transgênicos: esse assunto polêmico é um dos destaques da coluna desta semana. Para quem não lembra, transgênicos são plantas geneticamente modificadas, ou seja, alimentos que receberam genes (DNA) de outro organismo (vegetais, bactérias, fungos) por meio de inserção laboratorial para que eles apresentem características que não lhes são naturais.
Esses alimentos estão longe de ser uma unanimidade no Brasil. Alguns defendem e outros alegam que eles fazem mal à saúde e que incentivam o abuso no uso de agrotóxicos (atualmente existem duas propriedades presentes nos transgênicos. A primeira é uma proteína tóxica a pragas. O que torna a plantação um inseticida natural. A segunda é a capacidade de resistir a agrotóxicos — veneno que mata ervas daninhas e outras pragas. A maior polêmica envolvendo os vegetais geneticamente modificados mora justamente nesta característica).
Os transgênicos nunca poderão ser considerados alimentos orgânicos e é fato que não são nenhuma unanimidade. A questão da vez é que políticos querem modificar como a indicação de transgênicos é apresentada nos rótulos dos produtos (triângulo amarelo com um ‘T’ preto no centro).
Isso por conta da aprovação do Projeto de Lei 4148/2008, pela Câmara dos Deputados, em 2015 e a possibilidade do presidente Michel Temer assinar uma minuta preparada pelo Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) para retirar a obrigação de uso do símbolo T no rótulo dos alimentos e rações animais, conforme noticiado pela imprensa.
Os defensores da alteração alegam que a imagem atual não cumpre o papel de informar corretamente e que dá a ideia de ‘perigo’. Em uma análise semiótica do símbolo realizada por uma professora da Escola de Comunicação e Artes da USP que mostrou que o símbolo representa “atenção” com função didática, e não “perigo”.
O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), juntamente com outros entes da sociedade, realiza campanha contra a mudança da rotulagem. Segundo o Idec, “o consumidor tem o direito de escolher não consumir transgênicos por quaisquer motivos, seja por riscos à saúde, danos ao meio ambiente, posicionamento ideológico, etc. Não importa o motivo, este direito deve ser assegurado”.
Confira uma reportagem especial sobre transgênicos aqui.
II. Pulverização aérea de agrotóxicos
A cidade de Americana, no interior de São Paulo, teve a chance de inovar no que diz respeito a legislação de agrotóxicos. Mas, infelizmente, perdeu a oportunidade. Explico: Um projeto de lei municipal que proibia a pulverização de agrotóxicos nas plantações da cidade feita por aviões com alegação de danos à saúde e problemas para os moradores do entorno foi rejeitado pelos vereadores do município.
O projeto foi aprovado por unanimidade em primeira discussão, mas na segunda votação, foi derrubado por 9 votos a 8. A discussão na Câmara Municipal da cidade foi acalorada entre ambientalistas, moradores e empresários do setor de agrotóxicos. Jornais da região dizem que a repentina mudança na opinião dos parlamentares (unanimidade na primeira discussão e voto contrário na segunda) ocorreu pelo forte lobby das empresas. Qualquer semelhança com o assunto anterior dos transgênicos é mera coincidência. (Será?)
III. Horta móvel
Uma ótima dica que veio em formato de vídeo publicado pela página do Go! Guia de Orgânicos no Facebook nesta semana foi a construção de pequenas hortas móveis em sua casa. Para quem tem pouco espaço ou mora em apartamento essa solução é uma ótima pedida. Objetos podem ser reutilizados como pequenas hortas orgânicas móveis. Carrinhos, carriolas, sapateiras, abajures… A imaginação é o limite!
É bem fácil. Basta escolher o objeto, forrar e vedar o espaço, preencher de terra fértil e adubo orgânico, e por fim, plantar e regar!































