Grupos indígenas da Amazônia propuseram a criação de um “corredor sagrado de vida e cultura”, uma área de 200 milhões de hectares entre os Andes e o Oceano Atlântico, quase do tamanho do México, para preservar a biodiversidade e garantir estabilidade climática.
A proposta foi apresenta na Conferência da ONU sobre Biodiversidade no Egito e representa 500 culturas indígenas distribuídas nos nove países que abrigam a Amazônia.
“Nós viemos da floresta e nos preocupamos com o que está acontecendo. Este espaço é o último grande santuário do mundo para a biodiversidade. Está lá porque estamos lá. Outros lugares foram destruídos”, disse Tuntiak Katan, vice-presidente do Coica (Coordenador da Organização Indígena da Bacia do Rio Amazonas).
A proposta é similar a um esboço do projeto colombiano chamado “Triplo A” – Andes, Amazônia e Atlântico – que deve ser apresentado na COP24 no próximo mês. A iniciativa proposta pela Colômbia atingia uma área menor e se concentrava apenas na biodiversidade e no clima.
Entretanto com as eleições no Brasil e na Colômbia, o corredor pode não se concretizar. O presidente eleito Jair Bolsonaro criticou a proposta e indicou que o Brasil permaneceria apenas no Acordo de Paris, se tiver garantia de manter a soberania brasileira sobre a região.
** Com informações do The Guardian





























