A Monsanto foi condenada a pagar US$289 milhões, o equivalente a mais de R$1,1 bilhão, em danos ao jardineiro Dewayne Johnson, diagnosticado com câncer terminal após a exposição ao herbicida Roundup, um dos mais usados no mundo.
Após três dias de deliberação, o júri de São Francisco determinou que a empresa falhou em informar sobre os perigos da exposição ao produto e consideraram um “ato com malícia ou de opressão”.
Esta é a primeira vez que uma pessoa leva a Monsanto à julgamento alegando vínculo cancerígeno. Johnson é um dos 5 mil norte-americanos em todo o país, que acusam os produtos à base de glifosato da empresa de causarem câncer.
Em seu depoimento, o jardineiro informou que leu o rótulo com cuidado e, durante o seu trabalho, pulverizou cerca de 150 galões do herbicida entre 20 e 30 vezes por ano e apesar de usar equipamentos de proteção extensivos durante a pulverização, ele estava frequentemente exposto aos produtos químicos.
Após a exposição, ele adoeceu e começou a ver erupções cutâneas, lesões e feridas por todo o corpo. Desde então, sua vida mudou e sua esposa foi obrigada a trabalhar 14 horas por dia em dois empregos para sustentar a família.
Os advogados de Johnson argumentaram que a Monsanto “lutou contra a ciência” por anos sobre os impactos do glifosato – principal substância do Roundup e de vários agrotóxicos.
A defesa apresentou e-mails corporativos internos que “demonstram como a empresa ignorou repetidamente” alertas de especialistas, buscou análises científicas favoráveis e encorajou a pesquisa de um escritor anônimo.
Há anos, a Monsanto argumenta que o Roundup é seguro e não está associado ao câncer. Segundo os advogados da companhia, após 40 anos do Roundup no mercado, a evidência é clara de que o produto não causa doenças e que o câncer de Johnson não foi causado pela substância.
** Com informações do The Guardian






























