Reflorestar e preservar árvores e matas são as formas mais conhecidas de se obter créditos de carbono. Mas mudar processos para poluir menos e consumir menos recursos também pode render, assim como dar um destino correto para o lixo.
Funciona assim: um crédito de carbono é uma unidade de valor, igual a uma tonelada de gás carbônico que deixa de ser emitida. A ideia do mercado é a da compensação. Atividades e processos que não conseguem cumprir metas de redução de gases do efeito estufa podem comprar créditos gerados por atividades que ajudam a retirar ou reduzir esses gases que agravam as mudanças climáticas. O objetivo dessa negociação é fazer a balança pender em favor do meio ambiente, já que, em alguns setores, é mais fácil reduzir as emissões do que em outros.
“É a primeira universidade a ter uma registradora. No mundo, existem registradoras que são muito mais caras, muito mais demoradas e que não estavam valorizando tanto para a gente o crédito como a gente acha que deveria”, diz Ruy Rede, gerente de Transferência de Tecnologia e Inovação/ USP.
Para isso, eles tiveram que ir atrás de empresas internacionais, que são as únicas que hoje fazem o registro dos créditos. Isso pode mudar com a plataforma desenvolvida na USP. Além da redução de custo, a expectativa é de valorização dos créditos gerados por empresas e biomas brasileiros.
A função de uma registradora é validar, emitir e acompanhar cada crédito de carbono, assegurando que ele seja único, rastreável e verificável. Sem o registro, o crédito simplesmente não existe — nem para quem busca cumprir metas de descarbonização, nem para quem pretende comercializar seus resultados ambientais.
O processo envolve cinco atores principais: o proponente e o desenvolvedor do projeto, o verificador independente (responsável pela auditoria), a registradora (encarregada da validação e rastreabilidade) e os compradores e vendedores.