A presidência da Vale terá 5 mil trabalhadores transferidos para outras funções com a medida, que deve levar até 3 anos para paralisar as barragens a montante com o se chama tecnicamente de descomissionamento.
Das 19 barragens, nove estariam inoperantes, segundo a empresa.
Onde não for possível desativar, serão construídas barragens de contenção para que não haja mais danos à vida humana. A tecnologia a montante era utilizada na barragem em Brumadinho e na de Fundão, em Mariana.
O governo federal publicou a resolução que determina que todas as barragens no país sejam fiscalizadas.
De acordo com o texto, a prioridade será a fiscalização de barragens classificadas como “dano potencial associado alto” ou com “risco alto”.
Cerca de 3.386 empreendimentos serão priorizados das mais de 20 mil barragens existentes no país, informou o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto. Do total, pouco mais de 200 barragens são utilizadas pela mineração, sendo 70 similares a Brumadinho.
O executivo também exige que as empresas responsáveis façam recomendações de relatórios e atualizem os dados de todos os empreendimentos periodicamente.
Segundo o ministro, o relatório será concluído “o mais rápido possível” e afirmou que não adianta ter um mapeamento sem “conhecimento e cautela necessária”. “Nosso objetivo é mais que cumprir um número, é garantir que as que forem vistoriadas de fato que sejam com informações corretas”, afirmou.
Nos Estados Unidos, advogados processam Vale. O escritório de advocacia The Rosen Law Firm entrou com ação sob alegação de que a mineradora mentiu ou omitiu informações sobre suas operações dos investidores.
Processo semelhante ao sofrido pela Petrobras e Eletrobras. O escritório pretende transformar o processo em uma “class action” para representar outros investidores que se sentiram lesados.





























