O consumo de produtos orgânicos cresceu em diversos países ao redor do mundo em 2020. A busca por estes alimentos foi impulsionada pelo aumento da preocupação com a saúde causada pela pandemia de Covid-19 e com os impactos ambientais da produção agropecuária.
Na Itália, as compras de orgânicos ultrapassaram 4,3 bilhões de euros, um crescimento de 7% em relação a 2019, de acordo com a nova pesquisa da Nielsen com a AssoBio.
Os supermercados ainda são a principal forma de comércio, com vendas superiores a 847 milhões de euros, um aumento de 6,5%. Seguido pelo canal de descontos com valor superior a 194 milhões e as lojas especializadas tiveram um aumento de 10%. As vendas online foram o grande destaque com um crescimento de 150%.
“Durante o lockdown, o consumidor saiu em busca de produtos orgânicos e biodinâmicos, confirmando uma tendência de crescimento já em curso. O consumidor italiano está cada vez mais atento à qualidade, à segurança, atento também a correta política de preços, confirmando um reconhecimento justo e equitativo dos processos e da sua certificação. Pois, entre a consciência que a Covid-19 nos deixou, há a necessidade de repensar os modelos de produção e consumo com um olhar para a sustentabilidade e a inovação”, analisou Roberto Zanoni, presidente da AssoBio.
Segundo a consultoria PriceWaterHouse Coopers (PwC), o consumo de orgânicos na Alemanha passou de 16%, em 2016, para 24% em 2020. Os dados confirmam outra pesquisa recente feita pelo Ministério da Federação da Alimentação e Agricultura, Ökobarometer 2020, em que 37% dos alemães afirmaram que consomem regularmente produtos orgânicos e 90% disseram que pretendem consumir no futuro.
As vendas de alimentos e bebidas orgânicos no varejo da Suécia cresceram 340 milhões de coroas suecas, cerca de 3,5%, durante 2020. Grãos, farinhas e pão foram os itens mais vendidos, com um aumento de 12,2%. Seguidos pela carne (+ 4,8%), ovos (+ 3,5%) e frango (+ 6,4%). A venda de laticínios apresentou uma queda de 1,9%.
Para a associação da indústria Organic Sweden, o setor de varejo tem que mudar sua atitude em relação aos valores que promove para os consumidores. O setor deve contar a história da produção de orgânicos, da biodiversidade, solo superficial, água limpa, bem-estar animal e alimentos sem aditivos, para que os consumidores escolheram comprar mais produtos orgânicos.
O mercado brasileiro movimentou R$5,8 bilhões, uma alta de 30% nas vendas, segundo levantamento da Associação de Promoção dos Orgânicos (Organis). A demanda amadureceu as relações do movimento orgânico com distribuidores e novos pontos de venda, incremento do comércio online, nas entregas de cestas e em outros formatos de delivery. A associação projeta um crescimento de 10% em 2021.































