O grande desafio do Brasil é acabar com os lixões

(Foto: Helvio Borelli)

Um dos maiores desafios da humanidade é o que fazer com o lixo que geramos diariamente. Só no Brasil estima-se a produção diária de 220 mil toneladas de resíduos sólidos. Quando um cidadão coloca seu lixo na porta de casa para coleta não tem a ideia do desafio para as autoridades em todos os níveis no país.

A principal meta do Brasil é acabar com os lixões que ainda existem em todo nosso território e neles é dada a destinação final, inadequada, dos resíduos sólidos. Ao todo 75 milhões de pessoas são afetadas diretamente por esses lixões. Outros 17 milhões de pessoas não dispõem dos serviços de coleta de resíduos, o que equivale à população da Holanda.

Para ajudar na destinação correta e políticas de meio ambiente, o SELUR – Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana no Estado de São Paulo, lança o ISLU 2017 – Índice de Sustentabilidade de Limpeza Urbana nos municípios brasileiros, com análise da destinação do lixo em mais de 3 mil cidades. Os dados são coletados através das declarações dos municípios no Plano Nacional de Resíduos Sólidos.

(Foto: Helvio Borelli)

A falta de tratamento adequado ao lixo provoca danos ao meio ambiente e a saúde. Estima-se que o SUS- Sistema único de Saúde gaste todos os anos R$ 1,5 bilhões de reais com doenças causadas pelo tratamento incorreto dos resíduos sólidos.

Para o presidente do SELUR, Márcio Matheus, nossa principal meta é acabar com os lixões em todo o Brasil e substituí-los por aterros sanitários. Segundo ele, as cidades que criaram uma arrecadação específica para custear a questão do lixo, tiveram os melhores resultados nas analises do índice. Ou seja, mais cedo ou tarde, a população vai ter que arcar financeiramente com essa questão.

Todos os dados do Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana estão disponíveis no site do sindicato: www.selur.com.br