Racionamento de água começa no Distrito Federal

(Foto: Reprodução/ Google)

A partir desta segunda (16), o Distrito Federal está com racionamento de água nas casas e comércios abastecidos pelo reservatório do Rio Descoberto, o maior da capital. A medida afetará cerca de 1,8 milhão de pessoas, o equivalente a 65% da população.

O calendário dos cortes percorre um ciclo de seis dias: um dia com interrupção completa, dois de estabilização e três de fornecimento normal. No sétimo dia, o corte volta a acontecer. Os ciclos vão se repetindo por tempo indeterminado, até que as chuvas reponham o estoque de água no reservatório.

De acordo com o calendário, os cortes começam hoje em Ceilândia Oeste, Recanto das Emas e Riacho Fundo II. Amanhã, os cortes atingem Vicente Pires, Colônia Agrícola Samambaia, Vila São José, Jóquei, Santa Maria, DVO, Sítio do Gama, Polo JK e Residencial Santa Maria.

Na quarta (18), a interrupção é prevista para o Gama. Na quinta (19), o racionamento será em Águas Claras (zona baixa), Park Way, Núcleo Bandeirante, C.A. IAPI, Candangolândia, Setor de Postos e Motéis e Metropolitana, Vila Cauhy, Vargem Bonita, Ceilândia Leste e Samambaia.

Na sexta (20), Guará I e II, Polo de Modas, CABS, Lúcio Costa, SQB, CAAC, Taguatinga Sul, Arniqueiras, Areal e Riacho Fundo I ficam sem água. No sábado (21), encerrando o primeiro “ciclo” de racionamento, o abastecimento cessa em Águas Claras (zona alta), Concessionárias e Taguatinga Norte.

Nas outras regiões do DF, que são abastecidas pelo reservatório de Santa Maria e por córregos, haverá redução na pressão dos canos. Esses sistemas também estão com volume de água mais baixo que o esperado, mas a situação não é tão crítica quanto a do reservatório de Descoberto.

Segundo o presidente da Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb), Maurício Luduvice, o racionamento terminará “quando tivermos segurança de que está garantido o abastecimento do rio Descoberto até a próxima seca”.

A expectativa inicial é de que todas as medidas para combater a crise hídrica – inclusive o racionamento – vigorem até outubro deste ano, ao final do período da seca. O presidente também informou que a Caesb investirá R$ 756 milhões na ampliação da capacidade de produção de três sistemas de abastecimento: Bananal, Corumbá e Lago Paranoá. A expectativa é de que os investimentos aumentem a capacidade de produção em 6,2 mil litros por segundo. Não há uma data precisa para que os sistemas entrem em vigor.

** Com informações do G1