Vírus da febre amarela é encontrado em outro mosquito

(Foto: Divulgação/ Se Liga Saúde)

Pesquisadores do Instituto Evandro Chagas (IEC) detectaram o vírus da febre amarela em amostras de mosquitos Aedes albopictus, conhecidos como “tigre asiático”, coletadas no ano passado em áreas rurais de Minas Gerais.

Segundo o diretor do IEC, Pedro Vasconcelos, “o encontro do vírus no mosquito não significa necessariamente que ele adquiriu o papel de transmissor da febre amarela”. Ainda são necessários estudos para confirmar a capacidade de transmissão do tigre asiático.

O pesquisador ressalta que não há motivo para pânico. O Aedes albopictus é um mosquito mais silvestre do que urbano e pode ter contraído o vírus por macacos infectados.

O Instituto deve voltar nas áreas próximas aos municípios mineiros de Itueta e Alvarenga para coletar novos mosquitos e avaliar se o tigre asiático também é um vetor da febre amarela. A possibilidade já era investigada pelos pesquisadores.

A febre amarela silvestre é transmitida pela picada dos mosquitos Haemagogus e Sabethes e pode apresentar sintomas, como: náusea, vômito, febre, fadiga, doresno corpo e insuficiência hepática.

Segundo o Ministério da Saúde, entre julho de 2017 e 15 de fevereiro, foram confirmados 407 casos e 118 óbitos por febre amarela no Brasil. O estado de São Paulo é o mais atingido com 183 casos, seguido por Minas Gerais (157) e o Rio de Janeiro (68). No mesmo período do ano passado, foram registradas 532 ocorrências.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, reiterou que não há registro de febre amarela urbana e está otimista sobre o cenário atual. “Nós temos tido menos casos e menos óbitos do que no ano passado. Isso demonstra que as medidas preventivas foram adequadas”, disse.

Até esta quinta-feira (15), 3,9 milhões de pessoas foram vacinadas contra a doença nos estados de São Paulo e no Rio de Janeiro, o equivalente a 19,2% do público-alvo. O governo pretende imunizar 20,3 milhões em 69 municípios nos dois estados.

Com a baixa adesão, o estado do Rio vai prorrogar a campanha de vacinação. Em São Paulo, a campanha termina neste sábado (17) e o Ministério da Saúde estuda a necessidade de estender a imunização.

** Com informações da Agência Brasil e G1