Reportagem do G1 mostra que a mineradora Samarco, controlada pela Vale a BHP Billiton, encomendou um estudo que observou 215 registros de existência de peixes (cada um deles podendo ser representado por apenas um exemplar ou por um cardume) no Rio Doce, entre os dias 3 e 11 de dezembro. Porém, a análise não convenceu o projeto ambientalista Manuelzão, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Uma sonda de uma consultoria contratada pela Samarco, passou por 22 pontos do Rio Doce, percorrendo cerca de 670 quilômetros desde a foz do Rio Doce, no Espírito Santo, e o reservatório da Usina Hidrelétrica Risoleta Neves, em Santa Cruz do Escalvado, a 100 quilômetros de Mariana. De acordo com a contratada, a área impactada pela tragédia representa aproximadamente 0,81% do total da bacia do rio Doce.
“Evidentemente devem existir peixes na calha do rio porque você tem afluentes que não foram comprometidos pela lama. Mas isso não diminui o tamanho do dano. Isso não deve ser considerado um prêmio de consolação”, explicou Marcus Vinicius Polignano, coordenador geral do do projeto.
Enquanto a Samarco gasta dinheiro com estudos para limpar sua imagem, não paga os pescadores contratados para observar se a lama da barragem de Mariana ainda pode causar problemas aos pequenos santuários no trajeto do Rio Doce. Eles estão sem receber e reclamam que o dinheiro é inferior ao que conseguiam com a pesca. A empresa ainda não apresentou o laudo sobre a recuperação da área, o atendimento aos atingidos e as indenizações que devem ser pagas.
Por outro lado, a Samarco informou que a Barragem de Mariana será desativada.
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