As vítimas da lama

foto- Mayara Melo- Tv Gazeta

Mais uma vítima identificada em Mariana

 

 

O corpo identificado, de acordo com a corporação, é do trabalhador Samuel Vieira Albino, de 34 anos. Ele trabalhava na barragem quando ela se rompeu, no último dia 5. Outro corpo foi resgatado nesta sexta-feira. Com isso, são oito corpos identificados e quatro aguardam reconhecimento. Onze pessoas estão desaparecidas, dentre elas oito trabalhadores e três moradores da região.

 

O juiz federal André Gonçalves de Oliveira Salce solicitou que o Banco Central faça penhora eletrônica contra a Samarco correspondente aos R$ 570 milhões. Não há prazo para que os bancos informem ao Banco Central sobre o bloqueio.

 

A mineradora Samarco emitiu dois comunicados nessa sexta-feira (20), um relacionado ao monitoramento da barragem de Germano: e outro sobre a pluma que direcionará a lama para o mar, em Linhares (ES).

COMUNICADO 52 – 20/Nov – 2015

Barragens monitoradas 24 horas

A sala de monitoramento instalada dentro da Unidade de Germano, em Mariana, recebeu novos equipamentos para aprimorar a inspeção das estruturas e diques das barragens. Os novos equipamentos fazem parte do plano emergencial feito pela empresa que, mesmo antes do acidente, já seguia todas as medidas exigidas pela legislação. Com o auxílio de câmeras, telões, drones e radares, inspeções de campo, uma equipe composta por 35 pessoas acompanha, durante 24 horas, a situação das barragens de Santarém e Germano. Além disso, foi instalado um posto de monitoramento visual, que também opera 24 horas.

Caminhonetes foram equipadas com sirenes hábeis a percorrerem todas as comunidades. A população já foi instruída sobre o ponto de encontro. Além disso, foram instaladas sirenes em pontos fixos, que também serão acionadas caso seja necessário. Essas medidas foram adotadas preventivamente pela empresa.

COMUNICADO 53 – 20/Nov – 2015

Direcionamento da pluma da turbidez ao mar

A Samarco continua tomando todas as providências definidas pelo Ministério Público, Iema, Projeto Tamar e Instituto Chico Mendes para proteger a fauna e a flora na foz do Rio Doce, direcionando a pluma de turbidez para o mar. Segundo essas instituições e seus especialistas, a diluição do material será muito mais rápida em função do volume de água do oceano.

Para isso, a empresa está fornecendo equipamentos para abertura do banco de areia que impede a chegada do rio ao mar no lado sul da foz. Quatro máquinas trabalham 24 horas por dia nas escavações, com apoio de uma draga e bombas que ajudam no bombeamento da pluma. Para isolar a fauna e a flora que vivem no entorno nas duas margens do rio e em algumas ilhas localizadas no estuário, nove mil metros de barreiras continuam sendo instalados em sentido longitudinal. Essas barreiras não têm a função de impedir a chegada da pluma ao mar.

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Enquanto isso, continuam as brigas na distribuição de água mineral aos cidadãos das cidades capixabas afetadas com a lama no Rio Doce.