Até que enfim! A ONU entra na lama e o mundo vai saber desastre ambiental

(Foto: Fabio Braga/ Folhapress)

Em comunicado divulgado nesta quarta-feira, e que traz falas do relator especial para assuntos de Direitos Humanos e Meio Ambiente, John Knox, e do relator para Direitos Humanos e Substâncias Tóxicas, Baskut Tuncak, a ONU criticou a demora de três semanas para a divulgação de informações sobre os riscos gerados pelos bilhões de litros de lama vazados no Rio Doce pelo rompimento da barragem, no último dia 5.

“As providências tomadas pelo governo brasileiro, a Vale e a BHP para prevenir danos foram claramente insuficientes. As empresas e o governo deveriam estar fazendo tudo que podem para prevenir mais problemas, o que inclui a exposição a metais pesados e substâncias tóxicas. Este não é o momento para posturas defensivas”, disseram os especialistas no comunicado.

A ONU menciona a contradição nas informações divulgadas sobre o desastre, em especial a insistência da Samarco, joint venture formada por Vale e BHP para explorar minérios na região, de que a lama não continha substâncias tóxicas. E descreve com detalhes o desastre ecológico provocado pelo vazamento, incluindo a chegada da lama ao mar.

Finalmente, com o posicionamento da ONU, o Brasil terá que ser mais duro com todos os atores envolvido s nesse desastre ambiental. O texto afirma existir falta de transparência nas informações sobre riscos de contaminação A Organização das Nações Unidas criticou duramente o governo brasileiro, a Vale e a mineradora anglo-australiana BHP pelo que considerou uma resposta “inaceitável” à tragédia de Mariana.

Leia a informação na íntegra aqui.

(Foto: Fabio Braga/ Folhapress)
(Foto: Fabio Braga/ Folhapress)

Ao portal de notícias G1, o diretor-presidente da Samarco, Ricardo Vescovi, diz que ainda não se sabe o que causou o estouro da barragem e que serão necessários ao menos de seis meses a um ano para descobrir o que houve de fato.

Leia a íntegra da entrevista aqui.

(Foto: Reprodução)
(Foto: Reprodução)

Em comunicado oficial, até as 17h00, a única nota no site da Samarco informava que logo voltará o abastecimento de água em Colatina.

COMUNICADO 63 – 25/Nov – 2015

Abastecimento de Colatina é restabelecido

A Samarco recebeu o resultado positivo da análise do tratamento da água coletada no Rio Doce em Colatina (ES). Isto significa que o Serviço Colatinense de Meio Ambiente e Saneamento Ambiental (Sanear) está autorizado a tratar a água, em grande escala, para utilização da população. Algumas regiões da cidade já estão recebendo a água tratada e o abastecimento está sendo retomado gradativamente. A previsão é de que, nos próximos dias, o fornecimento em toda a cidade seja normalizado.

Até que isso aconteça, a Samarco mantém a entrega de água potável por caminhões-pipa e água mineral, em 16 pontos de abastecimento localizados na cidade. Até o dia 24/11, foram entregues cerca de 80 milhões de litros de água potável e 1,5 milhão de água mineral.