Essa é a semana mais importantes, dos últimos 5 anos, para as discussões sobre os impactos das mudanças climáticas e o ajuste de metas das ações globais para conter a emissão de gases de efeito estufa.
Dias 22 e 23 de abril, 40 líderes das nações mais poluidoras do mundo se reunirão virtualmente a convite do presidente americano Joe Biden. É a retomada dos Estados Unidos no protagonismo dos debates sobre o clima, depois do período de Trump.
O Brasil estará no centro das discussões, com as cobranças sobre o desmatamento na Amazônia.
Carta vai, carta vem. Pedidos para pressionar o governo Bolsonaro vem da iniciativa privada, ativistas, indígenas e governadores brasileiros, e até de parlamentares americanos.
A Cúpula de Líderes sobre o Clima tomou proporções de decisões. Esses governantes preparam a lição de casa para não ficar com cara de “greenwash”, o ambientalista de fachada.
Aqui no Brasil, ninguém se entende. Bolsonaro pediu à Biden, em carta aberta, que o mundo deve financiar o país para alcançar as metas do Acordo de Paris. O vice-presidente Mourão disse que o Brasil não deve se “comportar como mendigo”. O ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles mudou a referência da base de cálculo para – em números – mostrar que o Brasil estará dentro da meta. Os ambientalistas e entidades, com calculadora e inteligência, mostraram ao mundo que o discurso e as contas estão erradas.
O Brasil passa pela crise internacional de imagem, por conta do desmatamento da Amazônia, do incêndio no Pantanal e os discursos sem noção do presidente e desinformação de seu ministro.
O embaixador americano Todd Chapman classificou a cúpula do clima como “uma oportunidade” para o Brasil virar o jogo e resgatar a preocupação ambiental diante dos olhos do mundo, e disse que o país vai “se tornar herói” se fizer uma “declaração contundente” e retomar seu papel de protagonista no debate sobre meio ambiente.
Vamos ver se o Brasil vai apresentar a lição de casa certinha para ganhar uma estrelinha.





























