Dilma deve anunciar que Brasil reduzirá a zero o desmatamento ilegal em seu território até 2025

Enquanto a ONU alerta sobre a lentidão das negociações para conseguir um acordo global contra a mudança climática até o fim deste ano e pede aos líderes internacionais que se envolvam pessoalmente para acelerá-las.

Brasil, China, Índia e África do Sul manifestaram no domingo (28) que estão decepcionados com os países ricos pela incapacidade de não manter seus compromissos de ajuda às nações pobres para combater o aquecimento global. Ministros e negociadores desses quatro países se reuniram em Nova York em preparação para a Conferência Mundial sobre o Clima, a COP 21, e em um comunicado conjunto, os representantes do grupo Brics (mas sem a Rússia) expressaram sua “decepção frente à constante ausência de um plano de ação claro para que os países desenvolvidos aportem US$ 100 bilhões anuais até 2020 e para que aumentem substantivamente seu apoio financeiro depois dessa data”.

“O progresso nas negociações é lento demais. Vai a um ritmo de caracol”, advertiu o secretário-geral da organização, Ban Ki-moon, na abertura de um encontro de alto nível sobre clima.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, , a presidente Dilma Rousseff deve anunciar nesta terça (30) na Casa Branca, após seu encontro com o presidente Barack Obama, que o Brasil reduzirá a zero o desmatamento ilegal em seu território até 2025.

Ambientalistas estimam que a maior parte do desmatamento que ocorre no país, historicamente, seja ilegal. O anúncio, considerado um grande avanço pelo governo, faria cumprir a atual legislação –no prazo de dez anos– e deixaria o país em patamar próximo ao dos que assinaram, em 2014, a Declaração de Florestas de Nova York, com o compromisso de acabar com todo tipo de desmatamento até 2030.

Segundo apuração da Folha, após a reunião no Salão Oval, Dilma proporá também metas específicas de manejo sustentável, reflorestamento e uso de energia renovável.