Um júri de São Francisco decidiu que o Roundup, à base de glifosato, foi um “fator importante” no desenvolvimento do câncer de Edwin Hardeman, de 70 anos.
A Bayer, que comprou a Monsanto, rejeitou as acusações de que o agrotóxico é cancerígeno. A próxima etapa do julgamento vai considerar a responsabilidade e os danos causados pelo grupo alemão.
A expectativa é que sejam apresentadas evidências de que a Bayer influenciou cientistas, agências reguladoras e a opinião pública sobre a segurança dos produtos.
Este é o segundo dos cerca de 11,2 mil processos judiciais que a Monsanto enfrenta pelo Roundup. No ano passado, a empresa foi condenada a pagar US$289 milhões ao jardineiro Dewayne Johnson, diagnosticado com câncer terminal após a exposição ao herbicida Roundup
As ações da Bayer caíram mais de 12% na Bolsa de Frankfurt, um prejuízo de R$34 bilhões em valor de mercado.
Brasil
Em fevereiro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) conclui que glifosato não é cancerígeno. A substância é usada em 110 agrotóxicos comercializados no Brasil.
“Glifosato não se enquadra em critérios de proibição. Nossa recomendação é para a manutenção da permissão da substância e pela adoção de medidas de mitigação de risco”, afirmou Daniel Roberto Coradi, da GGTOX, a área de análise toxicológica da Anvisa.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) realiza uma Consulta Pública (nº 631/2019), até o dia 06 de junho, para saber a opinião da sociedade sobre a regulação do glifosato, o agrotóxico mais utilizado no mundo.
** Com informações do G1






























