Depois que as barragens do Fundão e Santarém despejaram 62 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração que devastaram distritos e pequenas cidades ao longo do Rio Doce, o governo mineiro suspendeu a licença de operação da Samarco Mineração.
O anúncio foi feito nessa segunda-feira, junto com a informação da Secretaria de Meio Ambiente que a Samarco só retornará a operar na barragem Germano, após a apuração das causas do rompimento e depois da “adoção de medidas de reparo dos danos provocados”.
Técnicos do governo e da mineradora monitoram a barragem de Germano, maior de todas e que opera no limite de armazenamento de rejeitos.
Enquanto isso, o estado do Espírito Santo se prepara para a lama e os danos ambientais. A seca é grande é grande no estado e o pouco de captação de água do Rio Doce está suspensa.
O prefeito do município de Baixo Guandu, no Noroeste do Espírito Santo, Neto Barros (PC do B), informou que vai acionar judicialmente a Samarco. Barros quer que a empresa seja responsabilizada pelas consequências causadas pelo rompimento.
Em Linhares, o governo estadual faz obra para diminuir impacto ambiental da lama alargando a foz do rio Doce para que a sujeira escorra mais rápido para o mar.
































