Descaso? Acidente? Negligência? Saudade. Dor. Perdas. Desastre ambiental.
Maio começa com os moradores reclamam que não receberam indenização da Samarco e, seis meses depois, os mais de R$ 430 milhões em multas aplicadas ainda não foram pagas aos órgãos que as cobraram. A empresa está recorrendo de todas elas dentro do que permite a legislação.
No dia 3 de maio, dos procuradores da República José Adércio Leite Sampaio, Eduardo Aguiar, Jorge Munhós e Eduardo Santos de Oliveira, que integram a força-tarefa do Ministério Público Federal anunciaram uma ação de R$ 155 bilhões em reparação aos danos causados pelas mineradoras Samarco, Vale e BHP.

poder público, Samarco, BHP e Vale
(Foto: Thais Pimentel/G1)
A ação civil, de 352 páginas, é o resultado de seis meses de investigação e apresenta mais de 200 pedidos visando a reparação integral dos danos sociais, econômicos e ambientais causados pelo rompimento da barragem de Fundão.
Documentos contidos no inquérito da Polícia Federal (PF) e divulgados pelo Jornal Nacional apontam indícios de problemas nas obras da barragem de Fundão. Um relatório aponta que a mineradora alterou materiais usados nos drenos e aterros. Em depoimento, o engenheiro responsável pela obra confirmou a alteração de material, que “devia ser mais barato”. Para a Polícia Federal está caracterizado que assumiram um risco de um rompimento da barragem e de, a partir do momento em que se recusam a fazer os estudos necessários, se recusam a fazer os projetos necessários, ou até mesmo de abandonar uma barragem que já estava com problema, desde a sua construção.
Vamos esperar os próximos desdobramentos nas esferas judicial e administrativa. Enquanto isso, o Conselho de Patrimônio diz que vai tombar áreas destruídas dos distritos de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo.

Seis meses de lama e morte.
Pesquisadores, profissionais de órgãos governamentais (defesa civil, saúde e meio ambiente), movimentos sociais e representantes dos moradores das regiões afetadas se reúnem no seminário O Desastre da Samarco: balanço de seis meses de impactos e ações; promovido pela FioCruz.
A mídia lembra o drama dos moradores, das vítimas e da destruição da flora e fauna.
A lama de rejeitos destruiu o distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, e afetou também atingiram mais de 40 cidades na Região Leste de Minas Gerais e no Espírito Santo. Dezenove pessoas morreram. Um corpo ainda está desaparecido.

Retrospectiva – Seis meses de lama e destruição
Fontes: G1, Folha de S.Paulo, o Globo, O Estado de S. Paulo, UOL, Portal UIAI, A Gazeta (ES), Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, boletins Samarco, Defesa Civil de Minas Gerais e Espírito Santo, órgãos governamentais e ONGs






























