Depois de uma terça feira com entrevista coletiva sobre preocupação de ruptura da barragem de Germano, a apreensão continua na região de Mariana.
A mineradora Samarco admitiu ontem pela primeira vez que quatro estruturas de contenção de rejeitos de seu complexo em Mariana, na região Central de Minas, estão com nível de segurança abaixo do determinado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e correm risco de rompimento.
Em uma escala de 0 a 2, a NBR 13.028 estabelece como índice mínimo ideal 1,50. Os diques (paredes de sustentação) de Germano não atingem essa marca: Selinha está com 1,22, Sela com 1,48 e Tulipa com 1,44. O mesmo acontece com uma parede de Santarém, com 1,37. A Samarco, que até então negava qualquer perigo, admitiu também que o rompimento da barragem de Fundão afetou as outras duas.
A quarta–feira (18) começa com comunicado da Samarco sobre a estabilidade das barragens:
Comunicado 41 – 18/Nov – 2015
Estabilidade das barragens
As estruturas de barragem e de diques encontram-se estáveis. Estamos monitorando as estruturas, em tempo real, por meio de radares e inspeções diárias.
De acordo com informações fornecidas hoje em coletiva de imprensa, na unidade de Germano, em Mariana (MG), o fator atual de segurança do dique de Selinha é de 1,22 – o que significa que ele está 22% acima do equilíbrio mínimo, que é de 1,00. No caso de Santarém, o índice atual é de 1,37, o que significa que ele está 37% acima do ponto mínimo de equilíbrio.
As obras emergenciais para contenção e reforço, anunciadas na mesma coletiva, visam aumentar o fator de segurança e reduzir os riscos nas estruturas decorrentes do acidente. A norma NBR 13028 prevê que, em uma condição normal de operação, o fator de segurança deve ser igual ou superior a 1,5, ou seja com 50% acima do equilíbrio limite.
Reiteramos, mais uma vez, que a Samarco vem empenhando todos os seus esforços no sentido de minimizar os efeitos do acidente e tomar as medidas preventivas com o objetivo de elevar os coeficientes de segurança das duas estruturas.

Nessa madrugada, a lama de rejeitos chegou em Colatina e a cidade cortou a captação de água do Rio Doce e conta com a participação do Exército no auxílio à população.






























